segunda-feira, 12 de março de 2012


Elias Cirne Lima

O NOME DE CIRNE

1.       Os fócios eram uma tribo grega muito antiga que habitava na costa do Mediterrâneo, hoje Turquia. Os habitantes da Focéia eram conhecidos e afamados por serem peritos navegadores; faziam comércio com os povos mediterrâneos e chegaram até Marselha (Massilia), onde fundaram uma cidade em 600 a. C.

2.       Em 562 a. C. os fócios, depois de multo explorar o mediterrâneo, fundaram a cidade de Alalia, na ilha de Kyrnos. Kyrnos originariamente era o nome de um herói que teria sido filho de [Hércules (cf. Heródoto I,165 ss.). Alguns gregos utilizaram, assim, o nome de Kyrnos para designar aquilo que hoje chamamos de Córsega. Outra tribo grega, em vez de Kyrnos, chamava a ilha de Korsai; desta palavra deriva o termo latino de Corsica e hoje, em português contemporâneo, Córsega. Note-se que o herói é chamado de “ho Kyrnos”, no masculino, a ilha, no entanto, “he Kyrnos”, no feminino. Em Heródoto, a ilha é sempre chamada de “he Kyrnos”. – O poeta Theognis, no século VI, em seus Poemas Elegíacos (Paris, 1975, bilíngüe grego e francês), fala muitíssimas vezes e com grande paixão de um efebo que ele chama de Kyrnos (no masculino); trata-se de um nome grego.


3.       Os fócios, originariamente habitantes da Ásia Menor, fundam em 562 a. C. uma  colônia em Kyrnos com o nome de Alalía (Aleria hoje em francês). Trata-se, como se vê nos historiadores da época, do propósito de longo prazo e do plano de manter um porto marítimo comercial entre a terra mãe e as cidades no Mediterâneo. Alalia é a cidade, Kyrnos, a ilha. Até 546 a. C. os fócios vivem em paz tanto em seu local de origem, a cidade de Focéia na Ásia Menor, como também na ilha mediterrânea, que fora colonizada vinte anos antes, na terra de Kyrnos. Mas, como reporta Heródoto (I, nr. 165ss.), a paz é interrompida.
       
4.       Dario, o Grande, em 546 a. C. manda seus exércitos sob o comando de Harpagus sitiar e destruir as cidades gregas na Ásia Menor. A primeira cidade a ser sitiada é Focéia. Heródoto conta (ibidem) que os persas avançaram sobre a cidade e a cercaram; seus habitantes se refugiaram dentro das muralhas. Os fócios, percebendo que uma rendição significaria escravatura para sempre, pedem que lhes seja dado um dia e uma noite para deliberarem sobre a rendição. Harpagus concede aos fócios o prazo solicitado e retira seus exércitos. Os fócios, então, carregam seus longos navios com mulheres, crianças e todos os seus bens e dirigem-se ao alto mar. Harpagus, furioso, manda destruir a cidade e matar todos os sobreviventes.


5.       Os fócios, expulsos de sua cidade, procuram refúgio na ilha de Oinussae e tentam comprá-la. Mas os proprietários, que eram habitantes de Chios, uma ilha bem maior, se negam a vender. Assim os fócios são obrigados a continuar navegando em busca de uma terra onde pudessem construir uma nova cidade. Atravessam, assim, um bom pedaço do Mediterrâneo, até chegaram à ilha de Kyrnos, onde vinte anos antes, haviam lançado as bases de uma colônia e onde alguns fócios desde então se haviam fixado. A colônia grega de Alalia começa a existir em 562 a. C. e só é destruída em 540 a. C., quando os fócios, os habitantes de Kyrnos, são derrotados na batalha naval de Alalia. Os fócios enfrentam, aí, os navios dos etruscos (tirrenos, da Itália) e dos carcedônios (Cartago, norte da África), usando sessenta navios longos. São derrotados.

6.       De 562 a. C. até 540 a. C. os fócios se mantêm na ilha de Kyrnos. Quando, depois da batalha de Alalia (540 a.C.), são vencidos, fogem para Régio, na Itália, e ali fundam a cidade de Eléia. Um grupo de fócios, provavelmente pequeno, ao invé4s de rumar para a Itália, procuram abrigo na Ibéria. Esses fócios, originariamente da Ásia Menor e depois da ilha de Kyrnos, quando chegam à Ibéria são chamados “aqueles que vem de Kyrnos”. Ou seja, esses são os primeiros Kyrnos. Eles são gregos antigos, vieram da Focéia e, depois, da ilha de Kyrnos. São chamados de Kyrnos. Daí vem o nome de Kyrnos; daí vêm Cyrnos e Cirne.




quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

genealogiada família Cirne a ser completada com a ajuda de todos


Genealogia Família Cirne 1330 a 2011

Origens: Quanto o primeiro rei, vindo da Galícia, se estabeleceu em Portugal, já havia em sua companhia um nobre de nome Cirne. Cirne era grafado, antes, como Cyrne. Cyrne vem de Kyrne, que era o nome grego antigo - século VI a V a.C. – da ilha de Córsega. A ilha de Kyrne na antiguidade, antes de Cristo, era importante entreposto comercial e tinha vários pequenos portos que eram usados nas rotas do mediterrâneo; seguidamente também por piratas. O termo “corso” no sentido de corsário ou pirata vem da má fama de alguns navegadores de Kyrne. Kyrne, assim com a Sicília, era um ponto central da navegação do mediterrâneo, o “mare nostrum”, núcleo da civilização ocidental de então. – Algum navegador de Kyrne, não se sabe em que século, fugiu para a Ibéria e lá fincou raízes. Estes imigrantes foram então chamados por algum prenome, (como p.ex. Menon), de Menon de Kyrne. Assim surgiram p.ex. Afonso de Kyrne, Manuel de Kyrne etc.

AIRES AFONSO CIRNE
Nasceu em torno de 1330 em Portugal. Recebeu carta régia em 1357. É provavelmente pai de: Lourenço Pires Cirne.

LOURENÇO PIRES CIRNE
Nasceu cerca (=c.a..) 1350. Recebeu carta régia de 1367. É provavelmente pai ou avô de: João Cirne, o Velho.

JOÃO CIRNE, O VELHO
Nasceu Ca. 1430. Casou com D. Maria Francisca Sottomaior. Levou como dote a Quinta de Crestes, perto de Barcellos. (Esta Quinta, eu a visitei; e ela existia ainda em 2002. João Cirne foi mordomo mor da Rainha Felipa. É pai de: João Cirne, o Moço.

JOÃO CIRNE, O MOÇO
Nasceu Ca. em 1460 no Algarve, morreu em 1523; foi mui esforçado cavaleiro. Casou na cidade do Porto, por amores, com Maria Annes da Rua. Combateu na tomada de Azamor e ali morreu, e por isso lhe chamam de Africano. Filhos:Manuel Cirne, Maria Annes da Rua (provavelmente filha com mesmo nome da mãe), Branca da Rua. É herdeiro de Manuel Cirne.

MANUEL CIRNE
Nasceu Ca. 1489, foi feitor em Málaca e depois em Frandres. Teria desviado dinheiros e foi preso por El Rey D. João III. Foi perdoado e tornou-se senhor de Refoios, a quem chamarão de Agrela, perto do Porto. Comendador da Ordem de Cristo e do Conselho de El Rei. Casou com Izabel Brandão. Filhos: João Cirne, D. Brites, D Anna Cirne. Casou em segundas núpcias com D. Felipa Brandão, neta de Lopo Vaz Soares Brandão. Morreu 1563. Filhos do primeiro casamento: João Cirne, D. Brites, Anna Cirne. Em segundo casamento, com D. Izabel Brandão; teve filho único: Pedro Vaz Cirne. Herdeiro ficou Pedro Vaz Cirne.

PEDRO VAZ CIRNE SOARES CIRNE
Nasceu Ca 1510. Foi um dos que proclamaram o rei de Portugal. Casado com Maria Pereira. Teria sido assassinado. Filho: Manuel Cirne Soares.

MANUEL CIRNE SOARES
Nasceu Ca. 1550. Casou com Antonia de Sousa. Senhor de Refóios; senhor de Agrela, fidalgo da casa real, feitor em Málaca e depois em Gênova. Filho: Pedro Vaz Cirne de Souza, Manuel de Souza Cirne.

PEDRO VAZ CIRNE DE SOUZA
Nasceu Ca. 1600. Morreu s 1657. Casou com Antonia Maria Madureira. Um dos clamadores de Dom João IV, rei de Portugal. Filho: Antonio de Souza Cirne Soares. Manuel Cirne, Diogo.

ANTONIO DE SOUZA CIRNE SOARES
Nasceu c. 1620, Morreu 1691. Casou com Mariana de Azevedo Menezes. Filho: Cinco filhos (Pedro, Francisco, João, Pedro (?), Antonio), e nove filhas. Provável herdeiro de linhagem: Francisco de Souza Cirne. O Antonio aqui referido é frade mariano e sem descententes. Pedro e João só tiveram filhos com prenomes rasteados; Pedro teve um filho de prenome Antonio, mas este ficou clérigo.

FRANCISCO DE SOUZA CIRNE SOARES DE MADUREIRA E AZEVEDO
Nasceu c. 1655, morreu 1730. Casou com Rosa MariaMadureira Sarmento y Samúdio. Filhos: Francisco Diogo de SouzaCine Soares de Madureira  é o mais velho, depois há menção dos filhos Antonio, Tomás, Martinho e José. O Antonio aqui referido ficou frade.  Os ouros com descendência sem relação ulterior.

FRANCISCO DIOGO DE SOUZA CIRNE SOARES DE MADUREIRA
Nasceu 1707, morreu 1780. Casado com Maria de Souza Vasconcellos.  Filhos: José Cyrne de Souza e Madureira, Francisco de Souza Cirne, este último fica minorita.

JOSÉ CIRNE DE SOUZA DE MADUREIRA
Nasceu 1732. Faleceu ????? . Casado com Maria Vitória de Meio de São Paio em 1782. Foi capitão de infantaria no Porto, senhor das casas de Guminhães, Patas, Freixo etc., vereador no Porto até 1801. Filhos: Francisco, José, Antonio. Francisco de Souza Cyrne da Madureira Alcoforado, o mais velho, herda o título, mas sobre Antonio, o terceiro filho,  vide mais acima.

ANTONIO DE SOUZA CIRNE
Está documentado apenas que é filho de José Cirne de Souza de Madureira. Antonio nasceu provavelmente Ca 1783; não consta data exata de nascimento nem data da morte, nem de casamento, nem descendentes. A série da Genealogia Portuguesa se encerra aqui (continuação genealógica só pelo irmão mais velho Francisco). Há uma hipótese não confirmada por documentos que ele muito cedo teria emigrado para o Brasil. Isso explicaria a sequência genealógica, pois nesta mesma época um Antonio de Souza Cirne aparece no Brasil cf. abaixo.
O Antonio agora mencionado – não sabemos se é o mesmo Antonio -, conforme documentos, viveu no Brasil, em Pernambuco  e fez carreira militar. Casou com Izabel de Lima, no Brasil. Começou como alferes e terminou como general. Faleceu no Brasil. Este é o General Antonio de Souza Cirne que consta por documentos como pai do Francisco de Souza Cirne Lima. O nome original de Francisco seria Francisco de Souza Lima Cirne, mas em homenagem à família da mãe (cf. Araujo Lima) inverteu, em cartório, os dois sobrenomes e passou a ser Francisco de Souza Cirne Lima.

FRANCISCO DE SOUZA CIRNE LIMA
Nasceu em Recife em 1826 e faleceu no Rio de Janeiro em 10 ou 11 de janeiro de 1887. Era filho de General Antonio de Souza Cirne, cf. acima. Francisco é o Barão de Santa Cândida. Casou três vezes e, em terceiras núpcias com D. Cândida Cordeiro.  Filhos: Francisca Cine Lima, Francisco de Paula Cirne Lima, Luiz Cirne Lima, Edgard Cirne Lima (+ 1898), Plínio Cirne Lima (+ 1899), Maria Cirne Baltista Vieira (+ 1900), Antonina Cirne Lima; o mais moço é Elias Cirne Lima.

ELIAS CIRNE LIMA
Nasceu em Belém do Pará em 27-10-1882, faleceu em Porto Alegre em 1966. Dentista, professor da UFRGS. Filhos: Ruy Cine Lima, Heitor Masson Cirne Lima, Zilda Masson Cirne Lima.

RUY CIRNE LIMA
Meu pai. Nasceu em Porto Alegre em 1908, falecer em 1984.  Advogado, Professor da UFRGS. Casado com Maria dos Reis Velho.  Filhos: Carlos Roberto Velho Cirne Lima (nascido em 01-06-1931), Luiz Fernando Cirne Lima, Henrique Otávio Velho Cirne Lima, João Antônio Velho Cirne Lima, André Geraldo  Velho Cirne Lima, Rosa Maria Cirne Lima Rahde, Maria Terese Velho Cirne Lima, José Maria Velho  Cirne Lima.
 C.R.V. Cirne Lima, escrito em julho de 2011

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

André, criei esse blog com esse nome, porque cirne somente está ocupado
me diz oq queres que eu coloque no blog